terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aguardem: Vem aí a Bolsa Marido!!!

Ah, Veja. Você não decepciona...

... É só saber casar, né nega?

A capa é da Veja de Agosto, mas eu só vi isso agora! Gente, estou em outro mundo!

Mas que casamento faz bem eu já sabia! Pois não foi mais do que comentado o casamento de Tiger Woods e Elin Nordengren? Depois que inventaram acordo pré-nupcial, casar faz um bem danado! Ainda mais depois que inventaram Acordo Pré-Nupcial.

100 milhões de DÓLARES dá pra passar o final de semana tranquila, né Elin?

Eu, que também trabalho com consultas astrais e tenho amigas que agem como oráculo também, tenho ouvido cada coisa de arrepiar os cabelos! Essa época antes do casamento é confusa, sim, mas as dúvidas que eu escuto estão me apavorando. O medo maior parece ser ficar sozinha, e não começar uma família equilibrada e saudável.

"Ainda vai aparecer outro homem para mim?"
"É ele mesmo o amor da minha vida?"
"Vou ser feliz com ele?"

Não existe mais namoro, não? Oscar Wilde é que dizia que era contra noivados, pois eles permitiam que os noivos se conhecessem melhor antes do casamento, e não havia nada mais nocivo para um relacionamento. Cinismos à parte, é romantismo demais da minha parte achar que quem está montando um circo, gastando os tubos e mudando a vida inteirinha para casar, deve saber mais ou menos o que está fazendo, né? Tudo bem que a fase do apaixonamento passa, mas a afinidade com o outro, a cumplicidade, ajudam um pouquinho.

Tudo bem, todo mundo sonha com o príncipe, o amor eterno, a companhia que dura para sempre, mas até chegar aos veteranos aí em cima, tem muita cumplicidade, muita tolerância, muito aperto de cinto e muuuuita boa vontade.
Tudo bem, o pessoal não gosta de falar nisso, mas divórcio, viuvez, solidão acontecem com todo mundo, gente. Casar faz bem, se independer faz bem, acreditar em si mesmo faz bem, manter os princípios faz bem. Muitas vezes casar é fazer um bolinho e dar uma festa para os amigos, ô Revista Veja! Estou falando com a Capricho, Nova, Marie Claire, com as meninas do Sex and the City também... Ser mulher é uma bênção muito grande, mesmo quando a gente não anexa a nossa vida à de outra pessoa.
Eu já tinha me aborrecido com uma capa da Veja que dizia que o Brasil nunca esteve tão bem, quando o poder de compra que existe para a classe D e E não está vindo da criação de empregos - coisa que a classe média até pode fazer quando não tem que pagar 36% de imposto para manter uma firma - mas de uma ajuda do governo... até quando?

Mas quem é que liga? A menina que tava fazendo consulta comigo tinha conseguido a Bolsa Marido!

Já ouvi tanto que casamento é loteria. Eu até conheço uns poucos, bem poucos que tiraram a sorte grande, ou fizeram escolhas conscientes. Um excelente casamento pode sair da união de dois cabeças ocas - porque tudo é possível. Até isso é possível. É só esquecer esse negócio de loteria depois da lua-de-mel, e parar de jogar com a sorte. Vai juntando um valor prá você mesma para agregar alguma coisa ao outro e cooperar com esse investimento de vocês dois.
Casar faz bem, para quem sabe organizar a vida, não só a festa!

domingo, 10 de outubro de 2010

Problemas de confiança

Qualquer ato de amor é uma questão de fé.

A gente sabe que pode não ser correspondido na mesma moeda, mas vale a pena arriscar?

Acho que isso vai depender do tamanho da nossa carência e do quanto a gente precisa se amparar no outro. Se amparar em quem não minta nunca, nunca engane, que seja sempre sincero e companheiro. Se a gente é capaz de ser assim, por que o outro não consegue? Se nós mulheres conseguimos ser verdadeiras o tempo todo, o que há de errado com os homens?

Com esta dor no coração e esta dúvida na minha cabeça, fui assistir o homem dos meus sonhos, Seth Meyers, no quadro Weekend Update. Ele falava sobre uma questão de relacionamentos mais discutida pelos homens:

Meu amado dizia que um estudo recente sobre sexo apontava que 85% dos homens entrevistados afirmaram que sua parceira mais recente chegou ao orgasmo enquanto apenas 64% das mulheres afirmaram ter atingido o orgasmo em sua última relação sexual.
"Acredito que isso prova o quanto as mulheres têm dificuldade de notar seus próprios orgasmos" - disse meu querido Seth.

Ele sempre tem um jeitinho de me fazer sentir melhor. Não necessariamente uma pessoa melhor... só melhor.

sábado, 25 de setembro de 2010

Dormi como um bebê nessa TPM...


Pois, é. Acordei chorando de três em três horas...

Honestamente? Copyright gneicco.


domingo, 15 de agosto de 2010

E Seth Meyers Respondeu...

Eu amo a tecnologia...

Sabe quando a gente é tiete? Tiete o bastante para a calcinha vir parar na cabeça, de tanta bobagem que a gente pensa. Tinha que ter um nome grego para esse amor. Tudo bem, é Eros! Mas aí o cara faz alguma coisa e você fica mais apaixonada pelo trabalho do cara do que pelo cara em si... Ergon, trabalho. Amor Ergonerótico. A tiete é melhor.

Aí eu fico tweetando o sujeito, como quem grita num show. E eu twito, e twito... Porque twittette é assim mesmo...
Vai trabalhar, desgraçado! Quero ver sua carinha bonitinha de novo. Quando volta esse programa cretino?! (muita coisa se perde na tradução).

E o que acontece?
Aiminhamamãeéeleeomeunomejuntosnamesmaimageméeleéeleéele!

Como eu amo nerd de terno e gravata... O avatar dele é o personagem Besouro Azul com o rosto dele. Cortesia de ninguém menos que Kevin Maguire!
Ted Cord é o palhaço da Liga da Justiça. Só ele para chagar para o Batman, depois de receber uma ordem mal-humorada dele e perguntar:"Qual é a palavrinha mágica"
"AGORA!", responde o morcegão.
"Ah, bom!" responde Ted, satisfeito.








E nada mais lindo no mundo que um fã de quadrinhos inteligente e bem vestido... Seth arrebentou ao apresentar os ESPY's, o Oscar dos esportes em Los Angeles. Aí o pessoal ficou chorando para ele apresentar o Oscar mesmo. Coitado do Hugh Jackman. Fez um trabalho tão bonitinho.




O que é que eu poderia dizer...?


"Com você tudo é bom, fofinho! Caso você espirre de hoje até o dia 24 de setembro, saúde!"

A propósito, meu amado não gosta muito de tecnologia... Será que é porque qualquer tiete pode ficar atazanando ele a qualquer hora?

Vamos ver se é. Tá legendado. Até a Cnet me descobrir, isso fica online.


sábado, 24 de julho de 2010

Baixa esse volume, ô garoto!!!!


Eu realmente peço perdão a todos os vizinhos que incomodei, junto com meus amigos, com os bailes até tarde. Não tem nada mais chato do que tentar ouvir seus próprios pensamentos dentro de sua própria casa e não conseguir. Tudo bem, quando você mora perto de um clube, não tem jeito. Poxa, eu moro perto de um salão de festas. Tudo bem, eu tenho o direito de chamar a polícia depois das dez. Só que o som vibrando no meu apartamento já me deu dor de cabeça só de tocar das 18:00 às 21:00. E olha que o troço fica do outro lado da rua.

Se eu descobrir o corno que montou isso no terraço do prédio da frente eu mato!

Eu já devo estar gagá, - não tanto quanto a outra Lady, pois ainda não acho que alumínio seja um bom "tecido" para fazer roupa - mas eu me lembro de conversar com meus amigos no baile. Depois de um tempo, conversar ficou impossível mesmo. Depois ficou impossível pensar. Depois ficou impossível dormir, porque eu fui morar numa certa esquina da Tijuca. Na esquina oposta, onde antes era uma marcenaria, abriram a "Embaixada do Nordeste".

Que saudade do barulho das serras. Mas eu disse a mim mesma: "Pelo menos, quando essa onda miserável passar, vai vir algo suportável. Não tem jeito de ficar pior do que isso.

É..

O bonde das gostosas vem aí para jogar o feminismo no lixo e provar que, se só um tapinha não dói, uma surra, uma sessão de tortura e desmembramento ocasionando na ocultação do cadáver não pode ser tão nocivo assim.

Ah, eu nem vou entrar naquela discussão interminável sobre o valor do Funk. Teve um filme tão legal com o rapaz do "Barrados no Baile", Jason Priestley, sobre isso - Proibido para Menores. O filme trata do quanto a música era uma ofensa para os mais velhos. Eu me lembro do primeiro Rock'n Rio (SIM, eu sou VELHA!!! Graças a Deus - porque isso prova que eu ainda não morri!!) quando os pais achavam que o mundo iria acabar e que aquilo era o portão para o inferno. Eu ainda não poderia ir, mas minha irmã mais velha voltou coberta de lama e de alegria.

Talvez tenha tido muito barulho na nossa época também. Quem tem medo da Lady Gaga quando se lembra da Nina Hagen? E teve coisa muito pior, mas eu não lembro deles serem uma febre, ou de serem reconhecidos como movimento cultural. Eu lembro que Justin Bieber era cinco: Menudo!!! Eu fui menudete. Eu não tenho vergonha, não. Eu podia estar engravidando em trenzinho no Baile Funk.

Bom, apesar de curtir gente que aparece por agora, tipo o Blitzen Trapper que toca na fitinha lá em cima, eu vou dar uma de velha coroca e admitir que tenho saudades de antigamente, quando até a merda era legal.

Ela mesma: Lindaaaaa garotaaaaaaaa, de Berliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmm!

Tá lembrando dos anos oitenta? Lembra direito, porque você já vem enquanto eu ia - só que você não viu nada por lá e HÁ! HÁ! HÁ!



A ironia? Esse troço que eles estão dançando é muito mais funk do que o "funk" carioca.

Eu até iria fazer uma comparação e colocar(
cuidado isso é o link para) uma letra do K-9, mas não vou fazer isso com meu blog. Meus alunos dizem que nem todo funk é agressivo, mas eu não lembro de sentir dor nos ossos do rosto - sério, é isso mesmo que eu sinto! - ao ouvir uma "melodia". Só acontece com esses caras.

Ai, só para limpar a mente depois de uma breve lembrança desse lixo, um barulho bem alto, bem cafona, bem ofensivo - daqueles que a gente berrava com raiva!



Os pais gritavam com a gente, mas pelo menos a gente aprendeu a escolher música. Fazer vídeo é outra história, mas música, a galera sabia fazer.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A filosofia moderna e a nova ortografia.

"Por isso que eu não como esses troços de lagosta nem nada assim. Porque essas coisas estão vivas quando são mortas". Snookie, uma das personalidades mais populares dos EUA, e mais ricas também.

Aí eu descubro que o governo brasileiro cortou 1,2 bilhões de reais da receita para a Educação. E aí eu vou espairecer no alcateia.com e comentar o final de Lost com meus amigos nerds. E aí eu vejo esse comentário tão bonitinho, na era do corretor ortográfico.

O corretor ortográfico é uma atualização que o Firefox dá, ou outro navegador qualquer. Mas afinal, para quê corrigir, né. Dá pra entender, não dá?

“Obviamente que nós não temos a sapiência de um sociólogo. Ou de alguns... ou de alguns... esta semana, é engraçado, eu fui chamado de analfabeto, essa semana eu fui chamado de ditador porque indiquei a Dilma pelo dedaço e essa mesma semana eu ganhei o título de estadista do ano...eu compreendo o ódio que isso causa. Eu compreendo, porque o intelectual ficar assistindo um operário que só tem o quarto ano primário e não tem vergonha de dizer... ganhar tudo o que ele imaginava que ele pudesse ganhar e não ganhou por incompetência... é muito difícil... " Página de informações do Facebook do Lula.

Numa democracia, popularidade basta para ser presidente. Ainda mais com um governo que desvaloriza a educação e um povo que desiste de lutar por ela.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Só de Sacanagem!

Por Elisa Lucinda

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas
que voam entupidas de dinheiro,
do meu, do nosso dinheiro
que reservamos duramente para educar
os meninos mais pobres que nós,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais,
esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
e eu não posso mais.

É muita gente para tomar conta. Planejamento familiar, responsabilidades para o menor de idade e fim da ilusão de que construção ilegal é solução para a falta de moradia precisam parar de ser tabu e palavrão na sociedade.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz,
minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem
para aperfeiçoar o aprendiz,
mas não é certo que a mentira
dos maus brasileiros
venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro,
a luz é simples,
regada ao conselho simples de meu pai,
minha mãe, minha avó
e os justos que os precederam:
"Não roubarás",
"Devolva o lápis do coleguinha",
"Esse apontador não é seu, minha filha".

Ao invés disso,
tanta coisa nojenta e torpe
tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo,
coisa da qual nunca tinha visto falar
e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste:
esse é o tipo de benefício
que só ao culpado interessará.

Irmã Dorothy Stang lutou em defesa do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS). "O uso democrático da terra vai permitir que todos ganhem". O setor 55 do projeto chama-se "Esperança".

Pois bem, se mexeram comigo,
com a velha e fiel fé do meu povo sofrido,
então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!

Dirão: "Deixa de ser boba,
desde Cabral que aqui todo mundo rouba"
e vou dizer: "Não importa,
será esse o meu carnaval,
vou confiar mais e outra vez.


Como é que um troço tão básico como não ser condenado por um crime precisa de um projeto de lei para impedir uma candidatura? E olha que a condenação ainda vai ser revista por dois juízes que vão considerá-la relevante ou não...

Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos,
vamos pagar limpo a quem a gente deve
e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre,
ético e o escambau."

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto,
desde o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi: Não admito,
minha esperança é imortal.

Eu repito, ouviram? Imortal!
Sei que não dá para mudar o começo
mas, se a gente quiser,
vai dar para mudar o final!

Agora que você já leu, vamos ouvir para decorar e declamar sempre que necessário for:



E vale a pena visitar a Lucinda. Olha ela aí:http://www.escolalucinda.com.br/